‘Essa atitude denigre a imagem do MP’, diz Arthur sobre investigações contra ele

Na entrevista, Arthur Neto chegou a lembrar o caso dos respiradores que abalaram a imagem do governo Wilson Lima (PSC) nacionalmente

'Essa atitude denigre a imagem do MP', diz Arthur sobre investigações contra ele
Foto: Reprodução

“Deus me poupou o sentimento do medo, mas esta atitude denigre o nome do Ministério Público”, declarou o prefeito Arthur Neto (PSDB) na tarde desta terça-feira (15), ao ser questionado sobre a abertura de um inquérito do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) por uso irregular de veículos da prefeitura no ‘Caso Flávio’, que envolveu o enteado de Arthur, Alejandro Valeiko. 

Entre protestos de cobradores e funcionários de empresas de ônibus, Artur Neto prestigiou a entrega de 112 ônibus pela Prefeitura de Manaus. As manifestações foram motivadas pelo novo modelo dos veículos, que exclui o acento de cobradores, deixando apenas o motorista na função de cobrar passagens e dirigir.

No momento de espaço para entrevistas à imprensa, o prefeito respondeu perguntas sobre sua opinião a respeito de um requerimento do MP-AM que investiga possível caso de improbidade administrativa no uso de veículos da prefeitura.

Na entrevista, Arthur chegou a lembrar o caso dos respiradores que abalaram a imagem do governo Wilson Lima (PSC) nacionalmente.  “Extremamente decepcionado, porque eles não abriram nenhum processo contra o governador a respeito da compra de respiradores de loja de vinho, nem sobre superfaturamento. Deus me poupou o sentimento do medo, mas esta atitude denigre o nome do Ministério Público”.

Atuação do Gaeco

Em outro trecho, Arthur se diz ainda envergonhado sobre a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). “E pra você que tem e não tem cabelo, você está careca de saber que o Gaeco protegeu o Wilson lima nesse processo”, disse o prefeito sobre a falta de atuação do grupo especial em apurações sobre possíveis irregularidades cometidas por Wilson Lima.

Por fim, o prefeito de Manaus afirmou ainda que o MP-AM se tornou uma peça em um jogo político. “É muito decepcionante a essa altura do campeonato fazerem o Ministério Público para peça política”, finaliza.