FIEAM confirma saída da Sony do Polo Industrial de Manaus

Em nota, a empresa afirma que adotou essa atitude “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”

FIEAM confirma saída da Sony do Polo Industrial de Manaus

A empresa japonesa Sony, uma das maiores empresas de eletroeletrônicos do mundo, anunciou por meio de nota que encerrará suas atividades industriais  no Polo Industrial de Manaus (PIM) em março de 2021.

Em nota, a empresa, que produz TVs, equipamentos de áudio e câmeras fotográficas  afirma que adotou essa atitude “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”.

A informação foi confirmada pelo presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e, também, pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Wilson Périco. Périco informou que o CIEAM terá uma reunião nesta quarta-feira (16) com a diretoria local da Sony.

A Suframa também disse que haverá uma reunião entre o superintendente Algacir Polsin e representantes da Sony nesta terça.

No documento da Sony, assinado pelo gerente de Operações Senior, Clovis Leite, a empresa afirma que a saída da Sony do PIM é justificada como uma resposta ao “ambiente recente do mercado e tendência esperada para os negócios”. A empresa afirma que os consoles da marca PlayStation “continuarão sendo vendidos por aqui, mas apenas através de um distribuidor”.

“Informamos que o Grupo Sony decidiu fechar a sua fábrica em Manaus ao final de 2021 e interromper, em meados de 2021, as vendas de produtos pela Sony Brasil Ltda, tais como TV, áudio e câmeras”. Leia abaixo o comunicado assinado por Clóvis Leite.

Impacto no comércio

O presidente  da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, afirma que a maior perda para o comércio é o desligamento dos colaboradores. “Essas pessoas recebiam seus salários e gastavam no comércio”.

Ralph ainda conclui: “O bom é que ela trouxesse na sua planta, desligando esse tipo de equipamento, que não se vende mais, e pudesse trazer um outro tipo de produto que pudesse ser fabricado em Manaus, que eu acredito que deve ter esbarrado um pouco na burocracia de fazer a mudança para outros produtos […] a evolução é tão rápida, que se ela não muda, ela teria problemas mais sérios”.

 

*Com informações do Portal AM1 – Repórter Mônica Freires*