Gás Natural pode aumentar lucro dos motoristas de aplicativo em R$ 1.400, diz deputado Josué Neto

Para ele, a abertura do Mercado do Gás vai reduzir ainda mais o custo desse combustível no Amazonas e aumentar as rendas dessas famílias.

Foto: Joel Arthus

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PRTB) afirmou, nesta terça-feira (27), que os motoristas de aplicativo tem economia de 50% com combustível e pelo menos R$ 1.400 a mais em sua renda com o uso do Gás Natural Veicular (GNV). Para ele, a abertura do Mercado do Gás vai reduzir ainda mais o custo desse combustível no Amazonas e aumentar as rendas dessas famílias.

“O motorista de aplicativo que utiliza gasolina, gasta em média R$ 3 mil por mês. O que utiliza o Gás Natural Veicular tem um custo de R$ 1.545, ou seja, é uma economia de 50%. O motorista aumenta seu lucro utilizando o gás natural veicular e isso é apenas uma classe de  trabalhadores do Amazonas”, disse. “Com essa economia são R$ 1.400 a mais na renda de 75 mil motoristas, 75 mil famílias”, afirmou.

Para ele, a abertura do Mercado do Gás, hoje dominado pela Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), e o aumento da competitividade vai reduzir o custo do gás natural. Mas isso depende da Nova Lei do Gás, que o há sete meses o Governo do Amazonas promete enviar ao Parlamento.

A abertura do mercado do gás no Estado também pode atrair empresas interessadas em explorar os 16 blocos de exploração que existem no interior do Amazonas. Um Estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que a abertura do mercado também pode gerar 48 mil empregos e movimentar uma cadeia econômica de R$ 3 trilhões nos próximos 10 anos no Amazonas.

Ao comentar o discurso de Josué, o deputado estadual Serafim Côrrea (PSB) afirmou que a falta da Nova Lei do Gás prejudica o Estado e disse que vê isso como muita tristeza.

VETO

Josué foi autor de uma Proposta de Lei que regulamenta a distribuição do gás no Estado. O projeto foi aprovado na Assembleia em abril, mas vetado pelo Governo do Amazonas em maio. O Executivo prometeu enviar um novo projeto ao Parlamento, o que ainda não ocorreu.